Sou humano e tudo que é humano não me é estranho.
Terêncio

domingo, 31 de outubro de 2010

O sagrado dom de viver

Hoje é meu aniversário. Engraçado, já vivi esse dia por 30 vezes, e há algo em comum neles. Você acorda, às vezes alguém já vem te falar alguma coisa, é um pouco repetitivo, mas com a intenção de demonstrar carinho, de te lembrar que é seu dia. E você lembra. Então, parece que é mais um dia, como os outros, mas ao mesmo tempo não dá para negar, esse dia marca alguma coisa diferente. Dá vontade de pensar na vida, nos seus pais, no que já foi, no que tem sido e no que vai ser. Uns se esquivam dessa tarefa, vão simplesmente vivendo. Eu me deixo levar por essa reflexão e me permito passear pela minha história. Reconheço uma origem misteriosa, que leio como divina, no tecido do desconhecido, que traz à existência a vida com todas as possibilidades, todas! Imagina, eu poderia ser tantas outras! Por uns anos conheci um mundo menor, reduzido à minha família nuclear, um mundo lindo, com cheiro de pirulito e algodão doce. E esse mundo foi ampliando, sendo descoberto.O mais legal: foi sendo recheado de bons encontros. Encontros verdadeiros,com pessoas parecidas, diferentes, mas que me ajudaram a ser quem sou. "Entre tantos outros,entre tantos séculos, que sorte a nossa,hein?" Sinto o absoluto dom de existir! E vocês, meus companheiros são a extensão disso. Porque sou eu em mim, no mundo, com outros... com vocês. Deixa eu ir lá, porque tem gente me ligando para dar parabéns!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Attraversiamo

Enfim, estou por aqui. Após um período de ausência, volto a postar. Um hiato no blog, na vida, na experiência, existência.
No caminho há alguns momentos de conversões que levam um tempo para reconhecer aonde está, e olhamos um tanto assustados para os lados. Há poucas coisas comuns, conhecidas. Tudo meio estranho. Nilton Bonder, em "a alma imoral" diria que já conhecemos essa experiência no nascimento. Um espaço que antes era amplo, vital, em outro momento se torna estreito, insuportável. É isso aí. Só se tem uma certeza: "aonde estou não dá mais para ficar". E então segue-se o vazio do desconhecido. Legítimo caminho que é todo meu, só meu.
Vi em Elizabeth Gilbert - "comer, rezar e amar" algo muito comum nesse percurso. Uma satisfação incrível acompanhada por um sentimento de inadequação. Ou seja você sabe que deve mudar, muda mas ainda não é o que se quer ser, não está aonde quer chegar. Eis o novo caminho a construir. O legal é o caminho.
Lições? Você não é o único e só quem também se lançou pode te compreender. Ou seja, novas companhias...
E assim se vai. Se está. Estou aqui, de volta. Vambora! Attraversiamo!