Sou humano e tudo que é humano não me é estranho.
Terêncio

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nessa Adoração


“Pois teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre" Mt 6.13

Excetuando Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) toda existência é subsistência.

Todos subsistem em Deus (At 17.28).

Portanto, Deus reina sobre o que sustenta.

Rebelar-se contra o reinado de Deus é abrir mão da existência!

Ainda bem que Deus é misericordioso!

Reinar, mais que prerrogativa, é direito de Deus.

Porque é o poder de Deus que explica a existência do que não se sustenta.

O poder de Deus sustenta o insustentável em si.

Assim, todo ser insustentável tem uma dívida para com a Trindade.

A Trindade, às suas custas, repartiu o dom de existir, e o susteve diante da rebeldia.

Pelo privilégio de existir, cantamos graças.

Pela misericórdia de continuar a existir, mesmo depois da rebelião, cantamos honras.

Pela graça da Trindade, por aprofundamento de seu custo, nos resgatar, cantamos:

Glória ao Deus nas maiores alturas!

Nessa e para essa adoração existimos!

Nessa adoração ganha sentido toda a subsistência!"

Ariovaldo Ramos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Isso me encanta...

"Ouvir Adélia falando de Deus é se deixar ser envolvido por um momento de beleza e de sensibilidade de alguém que parece querer simplesmente repartir seus sentimentos, sem desejar absolutamente que eles sejam impostos a quem quer que seja.
Ponderar sobre as palavras de Adélia é não sentir-se ofendido ou acuado por convicções impositivas. É ser conquistado sim, mas pelos encantos da formosura e da delicadeza.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1633701-17665,00-ADELIA+PRADO+RESSURGE+COM+O+LIVRO+A+DURACAO+DO+DIA.html

Na experiência dessa mulher podemos sentir Deus, e isso é mais forte do que qualquer pregação bem estruturada.
A relação com o transcendente envolve nossos afetos e isso está para além da razão, do concreto, da lógica, da letra.
E é essa dimensão que quero experimentar!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coisas da alma

"Acho que a 'alma' é o nome que se dá para aquele lugar onde os sentimentos são profundos demais para palavras. A música, por exemplo, é coisa da alma. Não há palavras que possam dizer a beleza de uma sonata de Mozart."
(Rubem Alves)
"O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
(Adélia Prado)
"Nós somos finitos e relativos, e queremos sempre uma coisa absoluta: que esse café maravilhoso não acabe, que a minha paixão não acabe, que essa casa bonita permaneça. A gente tem sede de infinito e de permanência."
(Adélia Prado)

domingo, 31 de outubro de 2010

O sagrado dom de viver

Hoje é meu aniversário. Engraçado, já vivi esse dia por 30 vezes, e há algo em comum neles. Você acorda, às vezes alguém já vem te falar alguma coisa, é um pouco repetitivo, mas com a intenção de demonstrar carinho, de te lembrar que é seu dia. E você lembra. Então, parece que é mais um dia, como os outros, mas ao mesmo tempo não dá para negar, esse dia marca alguma coisa diferente. Dá vontade de pensar na vida, nos seus pais, no que já foi, no que tem sido e no que vai ser. Uns se esquivam dessa tarefa, vão simplesmente vivendo. Eu me deixo levar por essa reflexão e me permito passear pela minha história. Reconheço uma origem misteriosa, que leio como divina, no tecido do desconhecido, que traz à existência a vida com todas as possibilidades, todas! Imagina, eu poderia ser tantas outras! Por uns anos conheci um mundo menor, reduzido à minha família nuclear, um mundo lindo, com cheiro de pirulito e algodão doce. E esse mundo foi ampliando, sendo descoberto.O mais legal: foi sendo recheado de bons encontros. Encontros verdadeiros,com pessoas parecidas, diferentes, mas que me ajudaram a ser quem sou. "Entre tantos outros,entre tantos séculos, que sorte a nossa,hein?" Sinto o absoluto dom de existir! E vocês, meus companheiros são a extensão disso. Porque sou eu em mim, no mundo, com outros... com vocês. Deixa eu ir lá, porque tem gente me ligando para dar parabéns!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Attraversiamo

Enfim, estou por aqui. Após um período de ausência, volto a postar. Um hiato no blog, na vida, na experiência, existência.
No caminho há alguns momentos de conversões que levam um tempo para reconhecer aonde está, e olhamos um tanto assustados para os lados. Há poucas coisas comuns, conhecidas. Tudo meio estranho. Nilton Bonder, em "a alma imoral" diria que já conhecemos essa experiência no nascimento. Um espaço que antes era amplo, vital, em outro momento se torna estreito, insuportável. É isso aí. Só se tem uma certeza: "aonde estou não dá mais para ficar". E então segue-se o vazio do desconhecido. Legítimo caminho que é todo meu, só meu.
Vi em Elizabeth Gilbert - "comer, rezar e amar" algo muito comum nesse percurso. Uma satisfação incrível acompanhada por um sentimento de inadequação. Ou seja você sabe que deve mudar, muda mas ainda não é o que se quer ser, não está aonde quer chegar. Eis o novo caminho a construir. O legal é o caminho.
Lições? Você não é o único e só quem também se lançou pode te compreender. Ou seja, novas companhias...
E assim se vai. Se está. Estou aqui, de volta. Vambora! Attraversiamo!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O SER PSICÓLOGO
(poema escrito em homenagem ao dia dos Psicólogos)

Profusão de vãs idéias
Com origens na mocidade,
Trazendo seres insanos
Para o seio da sociedade.
Lindos entes, de repente,
Profanados pela mente
Se espalham pela cidade
Como elos de uma corrente,
Aturdidos pela alma
Lucidez está ausente
Quem ousa saber a causa
Dos desvios destas mentes?
Como no início em que o dom se esmera
É preciso muita espera
Municiar a mente
Folhear livros diferentes, e
Como se artistas fôra
Pintar com a razão o obscuro mundo incoerente.
Diferentes, conturbados,
Prisioneiros da agonia
Cabe a quem pô-los em sintonia?
O poema é uma homenagem
Aos artífices da Psicologia.
Suas ações em andamento
Buscam sempre dar alento
A uma mente em julgamento.
Aprofundam-se aos limites do insano
Na perplexidade do subterrâneo da mente,
Sempre existe um atalho...
Me emociona esse tema
Ao falar de seu trabalho.
Encerrando esse poema
Sintetiza tudo o prólogo
Que o Senhor do universo
Ao criar a mente humana
Fez melhor,
O Psicólogo


Somos seres humanos normais que se dispõem, capacitados por seus estudos, a viver a maravilhosa aventura de ajudar outros seres humanos a se conhecerem melhor e serem mais felizes em seus contextos de vida.
Somos tecidos do mesmo material que tece os demais seres. Vivemos as mesmas dores e as mesmas alegrias, e, se existe alguma diferença, é a de compreendermos a importância do autoconhecimento e, com isso, assumir a responsabilidade pelo que fazemos de nossas próprias vidas.
Desejo aos meus companheiros de profissão, não só nessa data, mas em todos os dias de sua vida, muitas realizações na arte de viver a vida com plena consciência de suas possibilidades e limites.
Vera Lúcia Dias - 27/08/2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Simples engajamento

Na caminhada vão surgindo experiências marcantes, simples, e transformadoras.
Sempre que queremos fazer algo bom por outros, isso se multiplica. A proporção do que imaginamos inicialmente pode aumentar tanto que não temos nem noção dos impactos, da dimensão que podem tomar.
Isso me lembra o milagre da multiplicação dos peixes.
Venho registrar uma frase que nasceu de um engajamento assim, simples, pequeno, mas que tem atingido pessoas, provocado reflexões para promoção de bem estar, de crescimento.
"Sou um composto de mim e de outros e dessa mistura transformo outros".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Testemunhas do viver

Solidão faz mal. A afirmação que parece inserir-se em um rol de lugares-comuns, tem sido comprovada pela ciência: o isolamento faz com que as pessoas adoeçam mais e vivam menos. Os ganhos da proximidade aparecem de forma mensurável no corpo. Nesse sentido há um estudo realizado na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, que comprovou um fato curioso: pessoas que vivem isoladas são mais sucetíveis ao vírus da gripe comum que aquelas que travam vários contatos (apesar de estas últimas estarem, pelo menos em tese, mais expostas ao risco da contaminação).
Porém, nem sempre é fácil simplesmente inserir-se em círculos sociais. Principalmente os moradores das cidades grandes que enfrentam todos os dias, tantas demandas não só profissionais, mas de diversas ordens, que as vezes se perdem em meio aos afazeres da rotina. E, não raro, ficam pelo caminho pessoas queridas, com quem gostaríamos de estar mais (hum como isso me é familiar...). Juramos nos encontrar para um café, um jantar... As semanas se vão em ritmo alucinado, e quando vemos chegou abril, já é maio e , de novo, o ano quase acabou.
Em meio a esse turbilhão, a maioria termina por direcionar a energia psíquica, atenção e expectativas a um círculo restrito de amigos, parentes, ou com grande frequência, unicamente a atividades profissionais. Se por um lado essa concentração em poucos focos parece menos trabalhosa, por outro, as chances de obter recompensa se tornam mais restritas. Muitos conhecem pessoas que se dedicam durante muitos anos a um único emprego e quando são demitidas ou se aposentam sentem-se como se tivesse perdido a identidade, sua razão de viver. Os especialistas fazem um alerta: é preciso "espalhar os ovos em várias cestas", experimentar possibilidades, ouvir (mesmo aqueles com quem nem sempre concordamos) e dar a si mesmo a oportunidade de pertencer ( a um grupo, uma turma, uma classe), incluir-se, ocupar lugares. E , de preferência, não esperar que todas as satisfações venham de um único "lugar".
Dessa forma, angariamos mais "companheiros de viagem", permitimos que o outro se torne testemunha de nossa história e também passamos a desempenhar esse papel em inúmeras vidas.
E nossos dias podem se tornar um pouco mais divertidos.

Gláucia Leal (editora da revista Mente e Cérebro)

Bem, li esse texto e percebi que ele dizia algo que já tinha pensado em postar. Então decidi: vou escrever e enriquecer com alguns pontos do texto dela. Mas conforme acaba de ler nem sempre conseguimos fazer o que queremos por conta das "demandas do dia-a-dia".
Nesse caso acabei reproduzindo na íntegra para que a essência da idéia, seja minha ou dela, seja compartilhada com você...isso é o mais importante!
E reproduzo porque concordo, porque insisto, precisamos desesperadamente de relacionamentos. Ser humano sozinho é ser doentio.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mundo Contemporâneo

Acho engraçado quando ouço falar sobre mundo contemporâneo, moderno, pós-moderno, que seja. Quando se falam dos dias de hoje com um ar de "esse mundo moderno está perdido, antigamente não era assim, as coisas eram diferentes".
Tenho que concordar que hoje temos acesso à coisas impossíveis de serem vistas ou vividas no passado. A evolução da ciência e a tecnologia. A ciência como estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático.
Me diz se isso não é bom? Isso é produção humana. Homens são homens porque pensam. O pensamento define a nossa espécie. E alguns pensaram, pensaram, evoluíram, produziram coisas e coisas. Eis a nossa natural herança histórica do processo do conhecimento.
Pois bem, e nós aqui no meio disso tudo, vivendo nesse mundo, como participantes incondicionais dessa história que vive transformações profundas. Quantos desafios...
Mas voltando à minha ideia inicial o que acho engraçado é como que pode a evolução do pensamento nos levar a tantas descobertas, à tanto desenvolvimento e ao mesmo tempo tantos desastres. E o que percebo com algumas leituras é que o homem foi sempre igual, mudaram alguns cenários, algumas produções, mas algumas coisas permanecem iguais.
Que pensamento, que racionalismo é esse que desenvolve pra fora, cria coisas, mas empobrece de outro lado?
Mas isso também sempre foi assim.
O que posso fazer de diferente? A minha própria vida.
Quero convidá-lo a voltar-se para si, a se conhecer, a pensar a própria vida, o sentido dela.
Não desfrute apenas das praticidades da tecnologia do mundo contemporâneo. Faça suas próprias descobertas internas, crie formas de relacionamentos saudáveis, surpreenda os seus queridos, não seja previsível, exercite o seu pensamento. É simples.
Você talvez não conseguirá trazer uma descoberta radical na história da humanidade. Isso é mesmo para poucos. Mas poderá fazer A SUA HISTÓRIA e trazer impacto na história de outros.

"E nasce o sol e põe-se o sol, e volta ao seu lugar donde nasceu. O que foi é isso que há de ser ; o que se fez isso se tornará a fazer: de modo que não há nada novo debaixo do sol". Ec.1.5 e 9

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Lugares

Há um espaço que é só seu. Há um lugar que te pertence e a ninguém mais.
Tantas e tantas vezes, dias, anos que passamos tentando encontrar esse lugar, conquistá-lo a todo custo. E por falar nele (no custo) como custa!
Energia, dinheiro, tempo, vixe! Afinal de contas todos queremos e "temos que ter" nosso lugar ao sol.
De fato, nesse mundo há necessidades concretas que precisamos suprir através do trabalho, do estudo, de uma profissão. Ocupar um lugar de respito e sermos alguém. Não é desse lugar que estou falando.
Estou falando daquele que é seu por natureza como ser único, individual, sem possibilidades de repetição.
Esse nos foi dado e temos que concordar que é a base dos demais.
Está para além do concreto, dos demais lugares que ocupamos.
É da certeza de que ser, ver, sentir e pensar como eu, não há mais ninguém.
Invista também tempo e energia naquilo que é a sua essência e que não precisa ser procurado.
Produza algo a partir disso. E se você não o fizer esteja certo de que vai ficar um vazio. Nesse lugar todos somos insubstituíveis. E o tempo não perdoa.
Procure os outros lugares mas não deixe de ocupar esse.
Faça valer sua existência. Ela é rica em si mesma. Talvez ela não seja vista, respeitada e nem tampouco aprovada por todos os que você gostaria. Mas aí estaremos falando de pura vaidade.
Fácil não é, mas quem disse que seria?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Manacá da Serra

Flor lilás convivendo com flor branca.
Manacá é assim: raiz forte e tolerante. Uma única árvore dando suporte a flores brancas e lilases.
Elas produzem inicialmente flores brancas menores e lilases maiores. Mas ao longo da sua vida as flores brancas se tornam lilases. Elas desabrocham com a cor branca e gradativamente vão tornando-se violáceas, passando pelo rosa. Esta particularidade faz com que na mesma planta sejam observadas flores de três cores.
Isso acontece devido ao amadurecimento diferencial das partes masculina e feminina da árvore. As recém abertas brancas, fazem a função vaginal de receberem o pólen, a flor, que era branca, começa a ganhar tons rosas e termina radiando na cor lilás.

Uma espera pela outra, sem deixar de ser o que é, sem cobrar, sem pressionar, simplesmente convivem e embelezam.

"Viver de modo manacal é se abrir para o contato com o outro, que por definição é diferente de mim, sem a pretensão de dirigí-lo a algum estágio. Abrir-se para a possibilidade do diálogo, de se interessar pelo outro e não pela possibilidade do que o outro venha a ser." Alex Rocha

Descobrir se sou lilás ou branca, como penso e sinto, e ser.
Conviver com o outro sem a expectativa do que ele deve se tornar, e que não venha me cobrar!
Deixa-me ser!

"Considerem a obra de Deus, quem pode endireitar o que ele fez torto?"Ec. 7.13

Em nós, na nossa essência, há semelhanças dEle, há uma originalidade inspirada, ainda que tentem moldar, mudar, enquadrar com boas justificativas.
Não precisa mudar.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Gentileza

Como é que pode? Tem que dar conta de tudo?
Pessoa equilibrada, focada, com inglês (no mínimo), fluência verbal e escrita, bom relacionamento.
Saudável (magra), cuida da casa, da família, dos amigos, blá, blá, blá.
(Certeza! Tem muito mais coisas...)
E aí, claro, vem também a culpa de acompanhante.
Mas então... não poderíamos ter nascidos prontos?!
Se possível, acho que muita gente preferiria.

Os aprendizados exigem tempo.
Você lembra quanto tempo levou para entender uma metáfora quando pequeno? E função aritmética?
Você possui uma história. Boa ou ruim. Levou tempo para ser construída e provavelmente não foi fácil chegar aonde está.
Pois é, lembre-se disso de vez em quando e seja gentil com você mesmo.
P. Nunes


Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza
A palavra no muro ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras e as palavras de gentileza
Por isso eu pergunto
Pra você no mundo
Se é mais intelgente o livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é um circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta


Marisa Monte

sábado, 5 de junho de 2010

Movimento

Não sei porque, parece que fica sempre um vazio. Às vezes a euforia de um desejo ou de uma novidade, por outras a monotonia do cotidiano. Um sentir tão bom que gostaria de prolongar, prolongar, mas aí chega o tempo e acaba. De repente já estou sentindo outra coisa, e aquilo que tanto me fez bem, já não me faz mais, e outro sentimento toma conta... às vezes de impotência, outras vezes de contrariedade, como se nada estivesse no lugar. Eis o nosso circular movimento.
Se parar para pensar se dará conta da sua irregularidade, fragmentação e incompletude. Transcender é um caminho que muito me apraz. Mas ah! como é bom esse movimento, de altos e baixos, do prazer e da dor, que me ensina e me faz experienciar o viver, que me traz sentido e me faz respirar, todo dia, todo dia, todo dia.